Separação e filhos: adiar é pior? |

Preencha o formulário abaixo para que um de nossos advogados entre em contato.








separação com filhos

Por que não adiar o divócio por causa dos filhos

A relação já chegou ao fim há tempos mas o casal opta por continuar junto e adiar a separação “em nome dos filhos”. Essa decisão, ao contrário do que muitos pensam, pode trazer maiores prejuízos do que benefícios às crianças. Estas que, por vezes, acabam sendo utilizadas para postergar o fim do casamento por causa de inseguranças ou comodismo dos pais.

Alguns casais acabam por viver infelizes por medo do novo ou de todas as readequações necessárias ocasionadas pelo divórcio. Aqui, é preciso atenção, claro que as crianças sentirão o impacto da separação, e também, por vezes, o adiamento é importante. Entretanto, quando os filhos (ou qualquer outro motivo) se tornam uma desculpa, aí o prejuízo ocasionado por ser ainda maior.

As mágoas e os ressentimentos vão se acumulando e a raiva e a insatisfação passam a minar os parceiros por dentro. Ambos podem até adoecer, física ou emocionalmente, ou em algum momento “explodirem” – o que acaba sendo pior para todos, inclusive e principalmente para os filhos.

Alguns casais acreditam que a inocência e a falta de maturidade das crianças faz com que elas não percebam o que acontece entre eles. Só que mesmo quando não existem brigas nem confrontos verbais, é possível que notem, sim, o que vem ocorrendo. A criança é sim capaz de compreender o que está acontecendo, pela linguagem não verbal, mal-estar e distanciamento físico e emocional do casal.

Leia outros textos sobre:

Procura por informações online sobre divórcio cresce na quarentena

Divórcio: pare de prolongar o sofrimento

Fim do casamento e filhos

Essa situação é delicada porque os filhos podem imaginar que eles são os causadores, quando na verdade é o medo dos pais que provoca tamanho mal-estar. Crianças e adolescentes nessas circunstâncias costumam ficar confusos com a falta de coerência entre o que percebem e o que é falado. Crianças obrigadas a viver uma espécie de ‘faz de conta’ provavelmente irão reproduzir esses comportamentos aprendidos, podendo adotar um padrão de não enfrentamento da realidade e de fuga dos problemas. Além disso, podem se tornar adultos que não sabem lidar com os altos e baixos da vida.

Não há um padrão de comportamento de crianças e adolescentes após uma separação. Por isso, é necessário que o processo seja feito às claras, dentro do nível de compreensão da criança ou adolescente. Reforçando sempre que os filhos não foram o motivo do divórcio… e, dentro do possível, tentar estabelecer uma relação de respeito entre todos os envolvidos, respeitando também o tempo emocional de cada um para elaborar a situação e transmitir segurança e amor.